O poder da intenção

Intenção é uma palavra que tem um sentido coloquial bem mais suave do que seu sentido esotérico. O melhor sinônimo coloquial para intenção é "propósito". No campo esotérico, intenção não tem um sinônimo, mas pode ser descrita como um propósito absoluto e integral, que une a mente e o corpo para um objetivo determinado. Esse alinhamento total não decorre de uma decisão ou desejo consciente, embora possa ser motivada por isso. O fator determinante do alinhamento é o que poderíamos chamar de uma energia invisível que anima o universo. Corpo, mente e emoções se sincronizam com essa energia (Jung chamava isso de sincronicidade). Um exemplo facilmente compreensível do ânimo da intenção é uma mãe partindo para socorrer o filho numa situação de perigo. Pensamento, corpo e emoção alinhados para um propósito absoluto: salvar o filho. No dia a dia, só experimentamos a intenção, no sentido esotérico, em momentos como esse. No resto do tempo vivenciamos apenas a intenção coloquial, ou seja, uma vontade, desejo ou propósito consciente, com base racional, emocional ou fisiológica. Uma das três. As vezes, duas das três. Raramente as três juntas. E, quase nunca, alinhadas com a energia universal. Embora seja um mecanismo geralmente inconsciente, pode-se treinar a intenção a partir da prática de duas atitudes: o desapego e a impecabilidade. O desapego (independência emocional) é necessário para permitir a conexão com a energia universal. A impecabilidade (fazer sempre o melhor possível) desenvolve a energia interna necessária para estabelecer uma conexão estável e duradoura. Isso tudo pode parecer conversa de doido ou misticismo de fundo de quintal. Essa é uma característica própria dos conhecimentos esotéricos. As palavras não dão conta de expressá-los. É necessário vivenciá-los. Observe as coisas mais simples. Um "bom dia" de um amigo, um beijo do namorado, o olhar de um desconhecido ou o abraço de uma pessoa querida. Com sua atenção voltada para isso, você irá perceber a diferença entre o bom dia, o beijo, o olhar ou o abraço animados pela intenção e aqueles meramente protocolares. O bom dia educado, o beijo displicente, o olhar desatento ou o abraço "mecânico" são inócuos, insignificantes. Que diferença enorme quando são praticados com intenção. Crianças são naturalmente animadas pela intenção. Na medida em que crescem, incorporam novas atitudes que prejudicam essa capacidade de alinhar-se por inteiro com o universo. Fragmentam-se. Sem nos darmos conta, terminamos assim, fragmentados, incapazes de propósitos absolutos. O poder realizador da intenção é sutil e avassalador. Vale a pena reencontrá-lo. KUSHI

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